ISTO É A PESTE!

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Agora vejo o sentido literal, ainda que em pequena escala, dessa frase que tantas vezes ouvi e usei, “ isto é a peste!”, uma expressão utilizada para se referenciar um mal que se estende rapidamente, em muitos casos usada para essas “ervas daninhas “, que aparecem por todos os lados e que não se sabe como eliminar. Algo parecido aconteceu-nos com os porcos. E não falamos de “peste” no sentido de cheiro desagradável.
Frangos: foi a primeira espécie  que criamos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Frangos: foi a primeira espécie que criamos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Desde há cerca de ano e meio que estamos a criar porcos, também temos frangos de criação, algum que outro coelho, três coelhinhos da Índia, que aqui se chamam “periquitos”, quer dizer quatro, já que temos um recém nascido, e por volta do dia 20 de Fevereiro, começamos a criar quatro patos, que dividem o seu território  com uns peixes que – dizem… -caem do céu com a chuva , e até parece verdade, pois apareceram num tanque que por vezes é utilizado  como piscina nos dias de forte  chuva.

Peixes "caídos do céu"  ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Peixes “caídos do céu” ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Até o dia 5 de fevereiro a criação de porcos estava a correr muito bem , emborase vissemalguns porcos mais magros, mas pensávamosque a comida  era talvez mais escassa , já que o número e o tamanhodos porcos aumentavam , ou até, que a ração que lhe dávamos  não tivesse suficientesquantidades de “ elementos de engorda”. Depois de uma noite de fortes chuvas, apareceram alguns mortos e rapidamente soaram os alarmes. É verdade que algunsiam aparecendo mortos, mas eram sempre pequeninos, e não sei se terão chegado a meia dúzia.

Cabras e dois tipos de coelhos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Cabras e dois tipos de coelhos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Chamamos, então, à responsável da agricultura e pecuária, que nos tinha apoiado antes de ser nomeada para essa função. Depois vieram os veterinários para perceber o que se estava a passar e tomar as medidas adequadas. Recolheram amostras de diversos órgãos de dois dos porcos mortos e sangue de alguns dos vivos, não nos querem desiludir e dão-nos a esperança de que não seja a temida “peste porcina africana” a “peste suína” . Têm de enviar as amostraspara Maputo, capital do País, e dão-nos a resposta em 24 ou 48 horas .

Porcos: As promessas ... e os sobreviventes ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Porcos: As promessas … e os sobreviventes ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

 No dia seguinte, pela manhã, voltaram os dois veterinários para comprovar a  situação e perguntaram quantos porcos tinham morto, doze! foi a resposta. Face a esta resposta já não foi preciso esperar pelos resultados, confirmando-se o que se esperava: isto é a peste! Já estão todos afectados ainda que não se mostre claramente: vê-se que estão muito parados, com pequenas manchas vermelhas, parecem sinais, em todo o corpo… Tem de fazer-se o que se chama um “abate sanitário”, quer dizer que há que eliminá-los para evitar que a doença se estenda. Que fazer com os quase 60 porcos que ainda estão vivos? Deixarque a natureza siga o seu curso relativamente aos que estão pior, e matar todos os outros, para aproveitar, se ainda pudermos, a carne e intentar recuperar algo das despesas e do trabalho despendido. Pusemo-nos em contacto com o Matadouro Municipal, que está próximo, para ver se eles podem sacrificar os melhores, mas não podia ser porque tinham muito trabalho, ter-se-ia que esperar até ao dia seguinte. Os veterinários advertiram-nos que  se estivéssemos à espera, poderíamos ter desacrificar todos os porcos,  e ofereceram-nos a possibilidade de pedir ao Departamento Provincial de pecuária, autorização para poder matar os porcos no próprio centro, oferecendo-se para controlar o sacrifíciomassivo. Assim fomos autorizados, a matar e limpar 26 porcos, numa tarde; pedimos ajuda, e vieram algumas pessoas ajudar, mais de uma dúzia, incluídos alguns rapazes mais velhos do Lar que colaboraram nestas tarefas um magarefe, e o resto encarregados de limpar, agarrar, abrir…

Porcos mamando, eram tempos de vacas( porcas) gordas ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Porcos mamando, eram tempos de vacas( porcas) gordas ( Fotografia: Lar São
Jerónimo)

Durante a supervisão ainda são sentenciados 5 porcos, entre eles o semental que tínhamos, o único “grande” (adulto) que estava em condições aparentemente saudáveis, e que foi o último a receber a faca , depois de agarrada por todos os presentes. .Pouco mais de 20 porcos, quase todos pequenos, acabaram essa noite no congelador, sendo as entranhas de todos eles eliminadas. Um número um pouco maior foi queimado e enterrado.

A matança supervisionada pelos veterinários – vista parcial -( Fotografia:
Lar São Jerónimo)

Como se esperava, nos dias seguintes foram morrendo aqueles que ficaram. Ainda que na vida sempres há milagre, custa ver; uma porca grande (muito magra) e uma cria continuam vivas e estão imunes, ainda que, como nos disseram os veterinários, que voltaram a passar dez dias mais tarde, estão igualmente infectados, só que não manifestam os sintomas, pelo que teremos de os sacrificar antes de criar mais.

Agora estamos com os dois sobreviventes, à espera de que apanhem um pouco mais de peso, e sabendo que, uma vez eliminados, depois de desinfectar bem a pocilga e toda a zona circundante, teremos de começar uma nova criação.

Patos na sua piscina ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Patos na sua piscina ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

De momento continuamos com os frangos, vamos aumentando os patos, e preparando o novo sector pecuário: cria de vacas, que podem ajudar muito na alimentação do lar, tanto em leite como em carne. Confiamos na ajuda de Deus, esperando que nos ajude nesta nova etapa frente à  qual se enfrenta a nossa quinta.

THIS IS THE PLAGUE

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Now I see the literal sense, even on a small scale, that phrase so many times I have heard and used “this is the plague”, a term usually used to refer to a disease that spreads rapidly, often used for those “weeds “that appear everywhere and no one knows how to remove them. Something similar happened to the pigs. And do not talk of “plague” in the sense of an unpleasant smell. 
Chickens-it was the first species to breed-(Photo: Lar São Jerónimo)

Chickens-it was the first species to breed- (Photo: Lar São Jerónimo)

For the past year or so we are raising pigs, also broilers hens, the odd rabbit and three “guinea pigs”, here called “parakeets” best four, the other day another was born. In mid-February (the 20th) we got four ducks, sharing land with few fish falling from the sky, as the say with the rain, and it seems to be true, they appeared in a pond that is sometimes used as a pool, after days of heavy rain.

Fish "godsend" (Photo: Lar São Jerónimo)

Fish “godsend” (Photo: Lar São Jerónimo)

Until February 5 breeding pigs was doing fairly well, it is true that the previous week we saw some of them a little thin, we blamed the food, it would have been more limited as the number and size of the pigs were growing, or that the feed did not have enough “fattening elements”.  The following day, after a night of heavy rain, 5 pigs were found  dead, quickly the alarm was sounded .It is true that we had found some dead, but they were always tiny, In all this time I do not think they  have reached half a dozen.

Goats and two types of rabbits (Photo: Lar São Jerónimo)

Goats and two types of rabbits (Photo: Lar São Jerónimo)

We called the person responsible for agriculture, who has advised and worked with us on other occasions. After some time two veterinarians were called to see the situation and take appropriate action. Various samples of blood were taken of both living and dead pigs, opting not want to give us hope, but rather, saying that it may not be the dreaded “ASF” (here called “swine fever “), the samples were sent to Maputo, the capital of the country, and in 24 or 48 hours we would have an answer.

The promises ... and survivors (Photo: Lar São Jerónimo)

The promises … and survivors (Photo: Lar São Jerónimo)

The next morning, the two vets returned to see how things are going and openly wondered how many pigs would be found dead, twelve was the answer. At this, it seemed there was no need to wait for the results to confirm what was suspected: it was the plague!
They were all affected but not yet showing it: they were lifeless , with small red marks like moles, all over their bodies … We had to do what they call “sanitary slaughter”, that is, must be removed to prevent the further spread of the disease. What to do with the nearly 60 pigs that were still alive? Those who look worse remove them and let nature take its course. Those that looked ok, take advantage of that and slaughter them, if we still have time, the meat is usable, this way we try and recover some of the expenses and work .
We got in touch with the nearest municipal slaughterhouse, to see if they can butcher the better off ones. They cannot, due overwork and we would have to wait until the next day. The veterinarians warned us, if you waited until tomorrow we may not have any “usable meat”, and offered us the possibility of asking for the Provincial Department of Livestock´s authorization to slaughter the pigs in own center. The veterinarians offered to control the mass slaughter, permission was given, and 26 pigs were slaughtered and cleaned in one afternoon. We asked for help and reinforcements and more than a dozen people helped, including some of the older kids the “Lar” collaborated in this task, some to butcher and the others responsible for cleaning them, holding them, opening them…

Sucking pigs, it were good times (Photo: Lar São Jerónimo)

Sucking pigs, it were good times (Photo: Lar São Jerónimo)

During this process we discarded another five, including the male breading pig we had, only one “big” (adult) who was apparently in acceptable conditions, and it was the last to be put under the knife after being held for almost everyone.  The meat of just over 20 animals, mostly small, one medium pig, ended that night in the freezer, the rest of the animal had to be throw away. A slightly larger number were burned and buried.

Pig slaughtering season supervised by veterinarians (Photo: Lar São Jerónimo)

Pig slaughtering season supervised by veterinarians (Photo: Lar São Jerónimo)

As expected in the following days those remaining pigs died. Although there is always the miracle of life, often hard to see, a large sow (very thin) and a baby are still alive, immune from the sickness , although, we were told by the veterinarians, who returned about ten days later, they are also infected, but just do not show symptoms of the disease, so we have to sacrifice them before we can raise more.

Ducks in its pool (Photo: Lar São Jerónimo)

Ducks in its pool (Photo: Lar São Jerónimo)

Now we are with the two survivors, hoping they increase their weight and knowing, that once they are removed and the pen the whole area disinfect will have to wait at least two months before you start breeding again.
For now, we continue with chickens, increase the number of ducks and begin a new activity: livestock, cattle breeding, which can greatly help feed the Lar, both with milk and with meat. We rely on God’s help, hoping that He will help us in this new stage that faces our farm.

QUESTA E’ LA PESTE

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Ora comprendo il senso letterale, anche se su piccola scala, di quella frase tante volte sentita e utilizzata “questa è la peste”; un termine consueto per riferirsi a una malattia che si diffonde rapidamente; spesso usato per indicare “le erbacce” che spuntano dappertutto e che non si sa come rimuoverle. Qualcosa di simile è quello che ci è successo con  i maiali. E non parliamo di “peste”, nel senso di voler solo indicare un odore sgradevole.
Polli, primo tipo che abbiamno allevato- (Foto: Lar São Jerónimo)

Polli, primo tipo che abbiamno allevato- (Foto: Lar São Jerónimo)

Stiamo allevando maiali da oltre un anno. Abbiamo pure polli per ingrasso, qualche coniglio, tre coniglietti d’India, (meglio 4, l’ultimo è nato pochi giorni fa) che da queste parti chiamano “periquitos” (“pappagallini”).  Dopo la metà di febbraio (il giorno 20) cominciammo pure con quattro anatre, che condividono il terreno con dei pesci, che – come dicono – cadono dal cielo con la pioggia, e sembra vero perché sono comparsi in un giorno di intensa pioggia, in uno stagno usato a volte.

Pesci caduti dal cielo

Pesci caduti dal cielo (Foto: Lar São Jerónimo)

Fino al 5 febbraio l’allevamento di maiali era andato abbastanza bene, anche se nelle ultime  settimane ne notammo qualcuno magrolino, ma pensammo che fosse dovuto al mangime forse un po’ scarso, dato che  il numero e la grandezza dei  maiali stava aumentando; oppure che il mangime non avesse abbastanza elementi per “ingrasso”. Il giorno seguente a una notte di forti piogge, troviamo 5 maiali morti. Rapidamente suona l’allarme. In realtà, in qualche caso isolato, ne erano già stati trovatoi alcuni morti, però si trattava sempre di animali molto piccoli, e in un numero che non penso abbia raggiunto la mezza dozzina.

Caprette e due tipi di conigli (Foto: Lar São Jerónimo)

Caprette e due tipi di conigli (Foto: Lar São Jerónimo)

Richiediamo la presenza del responsabile per l’agricoltura e per il bestiame, persona che già ci aveva consigliato e collaborato con noi in altre occasioni, prima di ricevere questo incarico ufficiale. In breve si presentarono due veterinari per vedere la situazione e prendere le misure pertinenti.

Prelevano campioni di vari organi di due dei maiali già morti, e il sangue di alcuni maiali vivi. Non azzardano nessuna conclusione, al contrario vogliono darci una speranza, dicendo che non può essere la temuta “peste porcina africana” (qui chiamata “peste suina”) e che devono inviare campioni a Maputo, la capitale del paese, sicuri di ricevere la risposta entro 24 o 48 ore.

Le promesse e     ..........   y sopravvissuti

Le promesse e ……… y sopravvissuti(Foto: Lar São Jerónimo)

Il giorno dopo, al mattino, i due veterinari tornano per vedere come vanno le cose e chiedono quanti suini sono stati trovati morti: dodici è la risposta. Davanti a questo fatto sembra loro che non è necessario attendere i risultati. Si conferma quello che si sospettava: è la peste! Sono tutti contagiati, anche se non lo manifestano: li si vede esageratamente fermi, con piccoli macchie rosse come lunari, in tutto il corpo …

Si deve procedere a quello che si chiama “macellazione sanitaria”, cioè, gli animali devono essere eliminati per prevenire una ulteriore diffusione della malattia. Cosa fare con i quasi 60 maiali che sono ancora vivi? Eliminare quelli che stanno peggio; per gli altri lasciare che la natura segua il suo ritmo, traendo qualche profitto da quelli che si trovano in condizioni migliori, macellandoli, se ancora si è in tempo, per usare la carne, e cercare di rifarsi un poco della spesa e del lavoro fatto per l’allevamento.
Ci mettiamo in contatto con il vicino mattatoio comunale, per vedere se possono macellare quelli che stanno in migliori condizioni. Non possono perché sono stracarichi di lavoro: bisognerebbe aspettare fino al giorno dopo. I veterinari ci mettono in guardia: se si aspetta fino a domani può essere che non ce ne sia più nessuno “utilizzabile”, e offrono la possibilità di chiedere al Dipartimento Provinciale per l’allevamento del bestiame un’autorizzazione per macellare i suini nel proprio centro. I veterinari si offrono per il controllo della macellazione in massa. Si autorizza l’operazione: 26 suini da uccidere e pulire in un pomeriggio. Chiediamo aiuti e giungono oltre una dozzina di persone tra cui alcuni dei ragazzi più grandi del “Lar”, che collaborano in questo compito, un macellaio e il resto con l’incarico di tenerli fermi, aprirli, pulirli …

Maialini mangiando … erano i tempi delle vacche (maiali) grasse. Foto: Lar São Jerónimo

Maialini mangiando … erano i tempi delle vacche (maiali) grasse.(Foto: Lar São Jerónimo)

Durante la supervisione sono scartati altri cinque suini, tra cui lo stallone che avevamo, l’unico “grande” (adulto), che stava in condizioni apparentemente accettabili, e che è stato l’ultimo a ricevere “il colpo di grazia”, una volta immobilizzato con l’aiuto di quasi tutti i presenti. Poco più di 20 maiali, la maggior parte piccoli, qualcuno di mezza statura, finirono quella notte nel congelatore. Le viscere dovettero essere tutte scartate. In numero leggermente più numeroso furono bruciati e sotterrati…

L’uccisione dei maiali supervisata dai veterinanri (vista parziale) (Foto: Lar São Jerónimo)

Come era da prevedere  nei giorni successivi morirono  i rimanenti. Anche se sempre può verificarsi un miracolo nella vita, spesso risulta difficile vederlo: una scrofa di grandi dimensioni (molto magra) e un piccolo porcellino continuano a vivere perché sono immunizzati. Anche se, come bene ci hanno spiegato i veterinari, che sono ripassati una decina di giorni più tardi, sono ugualmente contagiati;  solo che non presentano i sintomi della malattia, per cui dovranno essere macellati prima di iniziare un altro allevamento.

Anitre nella piscina.

Anitre nella piscina. (Foto: Lar São Jerónimo)

In questo momento continuiamo con i due sopravvissuti, sperando che aumentino un poco di peso prima di macellarli. In conclusione: dopo aver ben disinfettato il locale e tutta l’area, dovremo aspettare almeno due mesi prima di riprendere un nuovo allevamento.

Nel frattempo continuiamo con i polli, stiamo aumentando il numero di anatre e preparando un nuovo settore di bestiame: l’allevamento di vacche, che possono essere di molto aiuto per l’alimentazione del Hogar, tanto per il latte come per la carne. Contiamo sull’aiuto di Dio, sperando che ci soccorra in questa nuova fase affrontata dalla nostra azienda.

ESTO ES LA PESTE

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Italiano

English

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Ahora veo el sentido literal, aunque sea en pequeña escala, de esa frase que tantas veces he oído y usado “esto es la peste”, una expresión usada para referirse generalmente a un mal que se extiende rápidamente, en muchos casos usada para esas “malas hierbas” que aparecen por todos lados y que uno no sabe como eliminarlas. Algo parecido es lo que nos ha ocurrido con los cerdos. Y no hablamos de “peste” con el sentido de olor desagradable.
Pollos -fue la primera especie que criamos- (Foto: Lar São Jerónimo)

Pollos -fue la primera especie que criamos- (Foto: Lar São Jerónimo)

Desde hace año y pico estamos criando cerdos, también tenemos pollos de engorde, algún que otro conejo, tres “conejillos de indias”, que aquí llaman “periquitos”, mejor cuatro, el otro día nació uno, y a mediados de febrero (día 20) comenzamos con cuatro patos, que comparten terreno con unos peces que según dicen caen del cielo con la lluvia, y parece verdad, pues aparecieron en un estanque que a veces se usa como piscina uno de esos días de fuertes lluvias.

Peces

Peces “caidos del cielo” (Foto: Lar São Jerónimo)

Hasta el día 5 de febrero la cría de los cerdos se estaba dando bastante bien, es verdad que las últimas semanas se veía a alguno un poco delgado, pero lo achacamos a que la comida hubiese sido algo más escasa, ya que el número y el tamaño de los cerdos estaba aumentando, o que el mismo pienso que se les estaba dando no tuviese suficiente cantidad de “elementos de engorde”. Después de una noche de fuertes lluvias al día siguientes aparecen 5 cerdos muertos, rápido saltan las alarmas. Es verdad que alguno suelto sí se ha encontrado muerto, pero eran siempre pequeñitos, en todo este tiempo no sé si han llegado a media docena.

Cabras y dos tipos conejos (Foto: Lar São Jerónimo)

Cabras y dos tipos de conejos (Foto: Lar São Jerónimo)

Llamamos entonces a la responsable de agricultura y ganadería, quien ya nos ha asesorado y colaborado con nosotros en otras ocasiones antes de ostentar este cargo. Después de algún tiempo ya estaban aquí dos veterinarios para ver la situación e tomar las medidas pertinentes. Toman muestras de diversos órganos de dos de los cerdos muertos y sangre de algunos de los vivos, no quieren decantarse sino más bien darnos esperanza diciendo que puede que no sea la temida “peste porcina africana” (aquí denominan “peste suina”), que tienen que enviar las muestras a Maputo, la capital del país y en 24 o 48 horas van a tener respuesta.

Cerdos

Las promesas… y los sobrevivientes (Foto: Lar São Jerónimo)

Al día siguiente, por la mañana, vuelven los dos veterinarios para comprobar como van las cosas y preguntan abiertamente cuántos cerdos han aparecido muertos, doce es la respuesta. Ante esto parece no hace falta esperar los resultados, se confirma lo que se sospechaba: ¡esto es la peste! Ya están todos afectados aunque no lo muestren: se les ve muy parados, con pequeñas manchas rojas, como lunares, en todo el cuerpo… Hay que hacer lo que denominan “matanza sanitaria”, es decir, hay que eliminarlos para evitar se extienda más la enfermedad. ¿Qué hacer con los casi 60 cerdos que todavía están vivos? Los que se ven peor desahuciarlos, dejar que siga el ritmo la propia naturaleza, los que se ve que están en mejores condiciones sacrificarlos para aprovechar, si todavía estamos a tiempo, la carne e intentar recuperar algo del gasto y trabajo que ha llevado su cría. Nos ponemos en contacto con el cercano Matadero Municipal, para ver si pueden ellos sacrificar a los que están mejor, no puede ser, tienen demasiado trabajo, habría que esperar a mañana, los veterinarios nos advierten, si se espera a mañana puede que no se tenga ninguno “aprovechable”, y nos ofrecen la posibilidad de pedir al Departamento Provincial de Ganadería autorización para poder matar a los cerdos en el proprio centro, se ofrecen los veterinarios para controlar el sacrificio masivo y así se nos autoriza: 26 cerdos para matar y limpiar en una tarde, pedimos ayuda y vienen unas personas de refuerzo, más de una docena de personas, incluyendo alguno de los chavales mayores del “Lar”, colaboran en esta tarea, un matarife y el resto encargados de limpiarlos, sujetarlos, abrirlos…

Cerdos mamando, eran tiempos de vacas (cerdas) gordas Foto: Lar São Jerónimo

Cerdos mamando, eran tiempos de vacas (cerdas) gordas (Foto: Lar São Jerónimo)

Durante la supervisión todavía son desechados otros cincos, entre ellos el semental que teníamos, el único “grande” (adulto) que estaba en condiciones aparentemente aceptables, y que fue el último que recibió el cuchillo después de ser sujetado por casi todos los presentes. Poco más de 20 cerdos, la mayoría pequeños, alguno mediano, terminaron esa noche en el congelador, de las entrañas hubo que desechar todas. En número algo mayor fueron quemados y enterrados.

La mantanza supervisada por los veterinarios -vista parcial- (Foto: Lar São Jerónimo)

Como era de esperar en los días siguientes fueron muriendo los que quedaban. Aunque siempre se da en la vida algún milagro, muchas veces cuesta verlo, una cerda grande (muy delgada) y una cría siguen vivos, están inmunes, aunque, como bien nos dijeron los veterinarios, que volvieron a pasar unos diez días más tarde, están igualmente infectados, sólo que no manifiestan los síntomas de la enfermedad, por lo que habrá que sacrificarlos antes de poder criar más.
Ahora estamos con los dos sobrevivientes, a la espera de que cojan un poco de peso y sabiendo que, una vez eliminados, y tras desinfectar bien la pocilga y toda la zona tendremos que esperar por lo menos dos meses antes de comenzar de nuevo la cría.

Patos

Patos en su piscina (Foto: Lar São Jerónimo)

De momento seguimos con los pollos, vamos aumentando los patos y preparando el nuevo sector ganadero: cría de vacas, que pueden ayudar mucho a la alimentación del Hogar, tanto con la leche como con la carne. Confiamos en la ayuda de Dios esperando nos ayude en esta nueva etapa a la que se enfrenta nuestra granja.

SCHOOL HOLIDAYS

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After a long School year, finally the holidays arrive. We take this opportunity to honor the commitment we made in the previous article, in it we said we would write on how the classes areorganized.

The school year, always talking aboutGeneral Education “EnsinoGeral” , begins in the second half of January or early February and ends in late October.

In the courtyard just before entering class / LSJ

In the courtyard just before entering class / LSJ

It is divided into three terms, each with its corresponding holiday period, usually one weekafter the first term, two weeks after the second term and the third ends with the school holidays of around two and a half to threemonths.

The numbering of the courses iscontinuous, going from 1 to 12,they are called“1st Class” to “12th Class”. There is a division in thePrimary school: divided into two parts or “cycles”The first covers from 1st to 5th and the second covers the years 6 and 7. Then Secondary education (ESG)begins, which includes grades 8 to 10 º and then Education (Ensino) Pre-university indicated the letters EPU. Students have to take exams at the end of the various cycles, corresponding to the 5th, 7th, 10th and 12thcourses.

These exams are done in the same school or college, a few days after finishing classes, which is in the month of November, but if you get a higher that averagegrade you do not have to sit the exams. It’s not easy, but every year some of us get it.

A test day/ LSJ

A test day/ LSJ

The first course starts with the minimum age of 6 years, or to reach that age before the end of June. While some colleges and schools offer the possibility of attending two preschool courses, what we call “Pre-School” or, colloquially “Pre”.

In a provisional class to accommodate more children/ LSJ

In a provisional class to accommodate more children / LSJ

When one begins to study later (with a somewhat advanced age), it is possible to go to the “Adult Education” or Literacy courses. They last three years, and are equivalent to first grade. Several of us have done it this way and the truth and, s that we do well.

At the same time there are the Industrial Schools which have their own pace and do not agree with the rest, usually no more than than sharing end of school year holidays. They also have a month off mid-year.

Waiting for the school bus/ LSJ

Waiting for the school bus / LSJ

As for class sizes  … Normally not less than fifty, in some, mostly in  the secondary schools ,   you can reach and sometimes pass the hundred mark , due to, as you can imagine, the large number of students and the shortage educational centers to meet that demand. To take full advantage of the facilities, virtually all schools have (the majority) three shifts, with four hourly   lessons per course.

We arrive at home/ LSJ

We arrive at home/ LSJ

Some asked us about the subjects  …  They are mostly the same as exist in much of the educational systems of any country, with some subjects chosen by each center, such as:

music, religion, psychology (EPU) … and  some special subjects that we have been told do not exist in other countries: agriculture  what we call “agropecuaria” and “oficio” which is related to  partnership’s and various manual tasks in school.

And so withmany things stillto tell, but we will not make this too long. You know that you can ask us questions and comments through this same medium (Web), and we will try to answer. And now, to pick up the results of the work of the school year, which we hope is good.

Preschoolers / LSJ

Preschoolers / LSJ

ECCO LE VACANZE!

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Dopo un lungo anno scolastico, finalmente le vacanze. Approfittiamo di questo tempo per soddisfare  l’impegno  preso nell’articolo anteriore.  Dicevamo  allora che avremmo commentato qualcosa in più rispetto all’organizzazione delle classi.

Il corso, ci riferiamo sempre all’Educazione Generale, inizia nella seconda metà di gennaio, o ai primi di febbraio e termina alla fine di ottobre.

Pronti per cominciare la scuola / LSJ

Pronti per cominciare la scuola / LSJ

Si divide in tre trimestri, ognuno con il suo periodo   di vacanze. Normalmente questo è di una settimana dopo il primo periodo, due settimane dopo il secondo periodo;  alla fine del terzo arrivano le vacanze scolastiche di circa due mesi e mezzo, o tre.

La numerazione dei corsi è continuata.  Va da 1º a 12º, che qui si chiamano  “1ª classe” fino a “12ª classe”.  Esiste una divisione in Primaria: due  Cicli o Gradi (il primo va da 1º a 5º) e il secondo comprende 6º  e  7º.   Dopo la Primaria  inizia la Secondaria (ESG), che comprende i corsi da 8º a 10º, e la Educazione (Ensino) Preuniversitaria, indicata con la sigla EPU. Gli alunni hanno un esame al termino dei vari cicli, corrispondenti a 5º, 7º, 10º e 12º. Sono esami che si danno nella stessa scuola o collegio, però qualche giorno dopo la fine delle scuole, cioè nel mese di novembre. Se durante il corso si ottiene un voto medio alto, si è esenti dagli esami. Non è facile, però tutti gli anni qualcuno dei nostri ci riesce.

Alunni dando esame / LSJ

Alunni dando esame / LSJ

Il primo corso inizia all’età minina dei 6 anni compiuti, o da compiere prima della fine del mese di giugno. Ci sono dei collegi o scuole che offrono la possibilità di frequentare due corsi di Pre-escolar (asilo), familiarmente chiamato “Pre”.

Aula provvisoria per accogliere piú bambini/ LSJ

Aula provvisoria per accogliere piú bambini/ LSJ

Quando uno comincia gli studi tardi  (a una  certa età) può frequentare la “Educazione per adulti” o alfabetizzazione.  Sono tre anni che corrispondono al primo Grado di Primaria. Molti di noi hanno  seguito questo sistema e realmente funziona.

Ci sono poi  quelli della Scuola Industriale. Hanno il loro ritmo e solo coincidiamo nel periodo di vacanza alla fine dell’anno.  Inoltre loro hanno un mese di vacanza a metà del corso.

Aspettando il pulmino / LSJ

Aspettando il pulmino/ LSJ

Rispetto al numero di alunni per corso… la normalità è che non sia inferiore a 50. In alcuni collegi, principalmente in Secondaria, si arriva al centinaio, quando non si supera, dovuto, come si può immaginare, alla quantità di alunni e alla scarsezza di centri educativi per rispondere alla domanda. Per ottenere il massimo rendimento delle installazioni, praticamente tutti i centri educativi, o la maggior parte,  hanno tre turni con circa 4 ore di classe per ogni corso.

Ritorno della scuola/ LSJ

Ritorno della scuola/ LSJ

Qualcuno ci chiedeva riguardo alle materie.   Per la massima parte sono le stesse che ci sono in gran parte dei sistemi educativi di qualsiasi paese, a eccezione di qualche materia che sceglie il proprio Centro, come possono essere: musica, religione, psicología (in EPU)… e materie speciali, che altri paesi non hanno:  agropecuaria (‘campo e animali’),  e quello che qui chiamiamo “oficio” che è legato alla collaborazione in diversi  lavori manuali nella scuola.

… Ci sono tante altre cose da raccontare, però non vogliamo essere troppo noiosi. Sapete che potete farci domande e commenti  con questo stesso mezzo (la web).  Cercheremo di rispondere.

Ed ora a raccogliere i risultati del lavoro di tutto un anno. Ci auguriamo che siano buoni.

Alunni dell’asilo/ LSJ

Alunni dell’asilo/ LSJ

CHEGAM AS FÉRIAS!

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Depois de um longo ano escolar chegam por fim as férias. Aproveitamos este tempo para cumprir o compromisso que fizemos no artigo anterior, no sentido de informar sobre a organização das aulas.

O ano escolar do “Ensino Geral” começa na segunda quinzena de janeiro, ou nos primeiros dias de fevereiro e acaba a fins de outubro.

Vamos para as salas de aula / LSJ

Vamos para as salas de aula / LSJ

Divide-se em três trimestres, cada qual com um período de férias, normalmente depois do primeiro é uma semana, depois do segundo duassemanas, e com o final do terceiro, chegam as férias escolares, que duram dois e meioou três meses.

A numeração dos anos escolares é contínua, indo de 1 a 12, o que aqui se chama 1ªclasse indo até à 12ª Classe. A Primária encontra-se subdivididaem dois ciclos ou graus (o Primeiro vai do 1ªà 5ª ) e o Segundo abarca os anos 6º e 7º . Depois começa o Secundário que abarca os anos 8º a 10 e o Ensino Pré-universitário( EPU). Os alunos têm exames ao acabar os diferentes ciclos, que correspondem aos anos 5º, 7º, 10º e 12º. São exames que se realizam na própria escola ou colégio, mas uns dias depois de ter acabado as aulas, quer dizer, durante o mês de novembro. Se se tiver uma nota média elevada pode-se ficar dispensado. Não é fácil, mas todos os anos alguns de nós consegue.

Exame na 12ª classe / LSJ

Exame na 12ª classe / LSJ

Pode-se iniciar o primeiro ano escolar com a idade mínima de 6 anos, já cumpridos ou a cumprir antes de terminar o mês de junho. Em alguns colégios ou escolas oferecem a possibilidade de frequentar dois anos escolares em simultâneo, no pré-escolar, o que aqui se denomina de “pré-Escola, ou, familiarmente “Pre”.

Nova sala de aula provisória para acolher mais crianças/ LSJ

Nova sala de aula provisória para acolher mais crianças / LSJ

Quando se começa a estudar tarde (com uma idade mais avançada) pode frequentar a “Educação de adultos” ou Alfabetização. São três anos que equivalem ao primeiro grau da Primária. Vários de nós optamos por esta via, e na verdade, correu tudo bem.

Por outra parte estão os da Escola Industrial que têm o seu próprio ritmo e com os quais só coincidimos, apenas nas férias de fim de ano. Além do mais têm um mês de férias a meio do ano escolar .

Esperando a carrinha / LSJ

Esperando a carrinha/ LSJ

Relativamente ao número de alunos por aula… Embora o normal sejam 50, em alguns colégios, principalmente no secundário, chega-se – e em alguns casos ultrapassa – a centena de alunos, devido, como se pode imaginar, à quantidade de alunos e à escassez de centros educativos para suprir a procura. Para tirar o máximo rendimento das instalações, praticamente todos os centros educativos têm três turnos de 4 horas lectivas.

Voltamos da escola/ LSJ

Voltamos da escola / LSJ

Por vezes perguntam-nos pelas disciplinas, …. São, maioritariamente, as mesmas que existem em qualquer sistema educativo, com matérias que escolhe cada centro, como música, religião ou psicologia, no ensino pré universitário. Mas há também disciplinas especiais que não existem noutros  países, como agropecuária e o que chamamos “oficio”, que está relacionada com a colaboração na diferentes tarefas manuais na escola.

Há muito para contar, mas não queremos aborrecer. Claro que nos podem fazer perguntas e comentários através deste meio (a nossa web) e intentaremos responder. E agora cá vamos, recolher os resultados do trabalho de todo o ano. Esperamos que sejam bons!

Alunos do Pre-escola / LSJ

Alunos do Pre-escola/ LSJ

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