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NOVAS INCORPORAÇÕES (NOVAS RIQUEZAS) – FEVEREIRO/MARÇO 2015

Em meados de Fevereiro, percorrendo a Praça do município, no centro da cidade, percebi que havia mais adolescentes e crianças do que habitualmente. Uns estavam a mendigar, outros limpavam carros. Tal como costumo fazer nestas situações, cada vez que eles se aproximavam a pedir uma esmola ou para limpar carro, perguntei-lhes pela sua situação, o motivo pelo qual se encontravam lá, na rua…; mais ou menos em dez dias, já tinha um perfil geral da situação. Praticamente todos eles já me conheciam, “tu és o Padre Pedro”, diziam.

Crianças na Praza do Município

Crianças na Praza do Município

Perguntando-lhes como sabiam o meu nome, responderam que era através de outros colegas na rua. O que não é estranho, porque, como acontece em muitas ocasiões, o pedido “quereremos ir contigo para o Centro”, vem logo a seguir. Depois de ter falado com eles várias vezes, levei dois comigo até à Acção Social. Foi lá onde os técnicos de Acção Social me disseram que tinham um grande problema, porque tinha aumentado significativamente o número de “crianças da rua”.

Encontro nocturno na Praza do Município

Encontro nocturno na Praza do Município

Que não fosse por isso, disse-lhes, que não havia problema e poderia levá-los comigo ao Centro uma vez registados em Acção Social. Os funcionários agradeceram-me e disseram-me para passar no dia seguinte (5 de Março de 2015). Passei o dia 6 e tive uma reunião com o Director Provincial de Acção Social, que me referiu terem fechado um centro na Beira, sem informar ou tentar recolocar crianças em outros centros, simplesmente enviando as crianças para a rua, fecharam o Centro e foram-se embora. “Esta é a nossa situação, Sr. Padre,” disse-me. Nesse mesmo dia, aceitamos 11 crianças no Centro, a totalidade dos que eu tinha levado à “Acção Social “, e logo de seguida, outros três. Agora, neste momento em que escrevo (16 de Março) espero que quatro novas crianças possam ingressar *.

Al llegar el primer grupo

Ao chegar o primeiro grupo

Rapidamente tivemos de adaptar algumas casas do Centro, tanto a nível material como estrutural.

A primeira coisa que foi feita foi comprar roupas, porque as crianças só tinham de seu, o que traziam vestido, vinham de mãos vazias. Depois tivemos de comprar colchões e cobertores.

Rapidamente entrámos em contacto com diferentes escolas para que fossem ser matriculados numa escola tão cedo quanto possível (as aulas tinham começado semanas antes, em Fevereiro).

Fizemos, também, exames médicos e, graças a Deus, não está há problemas graves de saúde.

Tenho de agradecer aqui aos mais velhos do Lar pela ajuda que me estão a dar neste trabalho, ajudando-os a integrar-se muito bem, tratando-os com muita atenção. Em última análise, a integração está a ser muito positiva

A escrever os dados dos novos que chegaram

A escrever os dados dos novos que chegaram

Falando sobre escolaridade, destaca-se que mais da metade dessas crianças vão ter que fazer “alfabetização”, já que não se colocam crianças de 12 a 14 anos de idade juntamente com crianças de seis anos, no primeiro ano da Primária. Além disso, para eles é mais vantajoso fazer três anos de alfabetização do que cinco de educação primária. Hoje, 16 de Março, vão começar a aulas numa escola de alfabetização mais ou menos ao nosso lado.

Outro problema tem a ver com a documentação, cuja tramitação já iniciamos. Neste momento encontramo-nos a recolher os dados que possam reconstruir a história social de cada um deles.

Dando as primeiras indicaçõe

Dando as primeiras indicações

Quero salientar aqui que na sexta-feira, depois de chegar ao centro, autorizei a saída de todos eles para o fim de semana, com a intenção de saber se eles retornariam ou preferiam ficar na rua e também para obter informações sobre as famílias. No sábado alguns já estavam de novo no Lar, e no Domingo à tarde chegaram todos, com mais dois novos. Este é um sinal positivo, pelo menos sabemos que na verdade, e por enquanto, pretendem seguir aqui. Por outro lado, não temos quaisquer notícias da família, tudo indica que, na verdade, são “filhos de S. Jerónimo”, órfãos de pai e mãe.

P. Pedro está a chegar a casa com os quatro últimos que se incorporaram

P. Pedro está a chegar a casa com os quatro últimos que se incorporaram

*Depois dessa data ingressaram outros nove: três deles trazidos pelo Gabinete de Atendimento à Mulher e à Criança vítima de violência, dois pela Acção Social e os outros quatro, directamente da rua (alguns antigos moradores no Centro que fechou).

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