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Coisas de Natal

Ao longo do ano vão acontecendo muitos pormenores muito comovedores, alguns chamam-lhes “ piscadelas de olhos de Deus”, outros “ surpresas da vida”…. Por vezes são acontecimentos poderosamente chamativos, outras praticamente imperceptíveis, pode ser que coincidências, pode ser que em resultado de trabalho prévio, por vezes previsíveis, por vezes inesperadas;

O dia 1 de Janeiro florecia a primeira flor da paixão, o dia 2, como pode ver-se, já temos mais (Foto Pe. Pedro).

O dia 1 de Janeiro florecia a primeira flor da paixão, o dia 2, como pode ver-se, já temos mais (Foto Pe. Pedro).

são as que fazem que cada dia seja especial e pode ser que até nos façam alegrar-nos ou ver os sinais da bondade/Bondade, com minúscula ou maiúscula conforme a fé de cada um, que passa e deixa algum pequeno ou grande resplendor. Claro que temos deter os olhos abertos, um tanto ingénuos, com suficiente capacidade de admiração, olhos de criança,

Olhar de criança (Foto: Lar São Jerónimo).

Olhar de criança (Foto: Lar São Jerónimo).

que estão abertos a aprender coisas novas que para outros são evidentes, “normais”, sem nada de “especial”.

Este ano tivemos um presépio móvil, cujas figuras se deslocavam consoante as circunstâncias ou para onde fizessem falta .A “sede” estável estaba na sala de jantar, com todas as figuras , esta vez com figuras “ grandes”, que cosntumavam estar na capela. Assim chegou a Missa do dia de Natal.

Alguns momentos da celebração  (Foto: Lar São Jerónimo).

Alguns momentos da celebração (Foto: Lar São Jerónimo).

Começamos a celebração, que vinha acompanhado de batizados, com cinco figura…: S. José, Nossa Senhora… uma ovelha com o seu pastor e uma anjo. Alguém estaba a pensar no típico “mistério” no qual se encontra , evidentemente, o Menino Jesus, a mula e o boi? Não, a mula e o boi ficaram na sua sede e o Menino Jesus entraria acompanhado solenemente mais tarde com o cântico de “Gloria”; isto foi bem aceite por todos, mas a falta de animais no estábulo … nem por isso.

As cinco figuras que acompanhavam o Menino (Foto: Lar São Jerónimo).

As cinco figuras que acompanhavam o Menino (Foto: Lar São Jerónimo).

O gado bovino is pedir o seu protagonismo na celebração : è a única vez do ano que estamos junto do Menino e “deixam-nos de fora”! Isto não pode ser!!!!!“. E aconteceu aquilo que era …. previsível? A chefe da manada, Canela, que tem mau génio, pôs-se em frente da porta principal para entrar ( algo que é muito mais habitual nos cãozitos que temos, que gostam de aproximar-se do altar) querendo demonstrar que era um “direito da sua espécie” e não uma mania, e assim trouxe o resto da familia

É uma aparição? Não! É ela, a Canela!, e vem acompanhada (Foto: Lar São Jerónimo).

É uma aparição? Não! É ela, a Canela!, e vem acompanhada (Foto: Lar São Jerónimo).

e pronto: aí tivemos o gado bovino, respeitanto o recinto sagrado e aproximando-se para ver o Menino. È Natal.

Todos capinando... Tem que ficar bonito! (Foto: Lar São Jerónimo).

Todos capinando… Tem que ficar bonito! (Foto: Lar São Jerónimo).

Tres dias depois , para os católicos celebra-se a festa dos Santos Inocentes, na qual se recorda a norte dos meninos menores de dois anos ordenada pelo Rei Herodes, e que para os Padres Somascos è jornada de Defesa das crinças “esquecidas” pois hà novos “Herodes” que contibuam a ser os verdugos de tantas crianças que , ainda no c XXI, dois mil anos depois, são maltatadas. Nessa data, e já na sua 5ª edição, como nos recordava o P. Pedro na celebração festiva, organizada pela Polícia de Menores -Gabinete de atendimento à mulher e à criança víctimas de violência, organiza-se uma festa (ver noticias do ano pass eado) na qual são convidadas crianças, de diferentes centros de menores,

Cumprimento ao Comandante. Brincadeiras (final das “cadeiras musicais”) para as crianças (Foto: Lar São Jerónimo).

Cumprimento ao Comandante. Brincadeiras (final das “cadeiras musicais”) para as crianças (Foto: Lar São Jerónimo).

e órfãos de membros da policía e vítimas de abuso ou abandono, que são tutelados temporalmente por eles até encontrar uma solução, além de outras crianças com poucos recursos; Costumamos ser acompanhados por varias autoridades que nesta ocasião foram: a Senhora Dona Sofia , mulher do Senhor Governador,

Os miúdos e os crescidos dão as boas-vindas a Dona Sofia (Foto: Lar São Jerónimo).

Os miúdos e os crescidos dão as boas-vindas a Dona Sofia (Foto: Lar São Jerónimo).

que já è a terceira vez que nos visita e da qual já falámos noutras ocasiões, o Comandante Provincial da Polícia, a Diretora Geral de Acção Social, e outras personalidades, além de colaboradaores e representantes de entidades que ajudam para que este acontecimento seja uma grande festa para todas estas crianças: jogos, danças, discursos, comida, e presentes,desta vez um saco com uma surpresa, oferecida por uma companhia de radio e um barrete de “Pai Natal”.

Acolhedor por fora e dentro: local, gestos e palavras (Foto: Lar São Jerónimo).

Acolhedor por fora e dentro: local, gestos e palavras (Foto: Lar São Jerónimo).

Um dos momentos mais significativos foi o “corta-bolo” momento no qual é cortado solenemente um bolo (ou um deles), corte que se costuma fazer com varias mãos, significando a união e a participação dos comensais. O acontecimento foi recolhido por diversos meios de comunicação social: imprensa, radio e televisão. Todos terminaram muito contentes, esperando a próxima edição. Nesta vez esperavámos 200 comensais, mas a empresa de catering disse que tinham sido serviços 310 pratos.

“Pais Natal” em todos os lados (Foto: Lar São Jerónimo).

“Pais Natal” em todos os lados (Foto: Lar São Jerónimo).

E como lembrança do nosso compromisso com a infancia, um dos menores, que estaba a ser atendido pelo dito Gabinete, ficou no nosso Centro e a partir de agora pode desfrutar de uma nova Casa.

E chegou o Fim do Ano, esta vez pasado por água, toda a noite com chuva, o que não impediu os foguetes e gritos de um feliz ano novo, na hora adequada que se ouviram em toda a Beira e em grande parte do mundo. A música também não faltou durante toda a noite no dia seguinte, embora às vezes a luz se fosse embora, e umas tres horas de descanso por volta das duas horas da tarde.

É noite, mas os  relampagos  iluminam a “machamba” (Foto: Pe. Carlos).

É noite, mas os relampagos iluminam a “machamba” (Foto: Pe. Carlos).

Aqui foi precedido por um dia, quer dizer, uma noite de uma boa tempestade eléctrica, com a correspondente chuva, e da qual deixamos como testemunho algumas fotos curiosas.

Vê-se um raio ao longe e também um efeito estranho... perto? (Foto: Pe. Pedro).

Vê-se um raio ao longe e também um efeito estranho… perto? (Foto: Pe. Pedro).

Feliz Ano 2014!!!!!

No Lar de São Jerónimo já temos vacas!

«As vacas da aldeia já se “escaparam”», dizia uma canção espanhola. Assim, começamos com as nossas vacas. A alguns dos nossos amigos já chegou a notícia de que no Lar de São Jerónimo, já temos vacas! E são de verdade! Era, primeiro, uma ideia, depois uma intenção, mais tarde um compromisso, pois havia pessoas que se tinham oferecido a financiá-las, muito obrigados! e finalmente uma realidade que, por diversos motivos, demorou mais tempo do que previsto.

Café e Canela antes de descer do camião / Lar São Jerónimo

Café e Canela antes de descer do camião / Lar São Jerónimo

No dia 13 de Abril, sábado, à tardinha apareceu um camião da Associação Esmabama com o primeiro par de gado bovino que entrava neste recinto. Provinham de Barada, onde começaram a trabalhar os primeiros padres somascos que residiram em Moçambique. Nem sabíamos o que fazer. Tínhamos um cercado com porta, mas sem estar acabado, e tínhamos de translada-lo até lá. Umas canas de bambu os tinham protegido na viagem, e colocando umas tábuas para superar o desnível do camião desciam os animais. Era mesmo um espetáculo! Nesse dia não havia muita gente, algumas crianças tinham saído e aqueles que estavam em casa misturavam-se com os que não perdiam pitada, mas mantinham-se à distância “não fosse acontecer alguma coisa”. Os que gostavam mais de aventura lançaram-se para ver se podiam ajudar e ver de perto esses “bichos” tão grandes.

Os animais desceram do camião com bastante tranquilidade e não deram muitos problemas, mas custava seguir o seu passo. Porém, pouco tempo depois, já ao cair da noite, os guardas e algumas das crianças vieram dizer-nos que as vacas estão a passear “fora da sua casa”. E que fazer? Encontraram a parte que não estava terminada, pelo que metê-las dentro outra vez não iria servir de muito, diziam-nos. Decidimos colocá-las onde as cabras pernoitam, um sítio fechado, mais protegido, e tínhamos que levar o gado caprino para outro sítio mais pequeno, neste caso à coelheira.

Canela e Café numa das suas  “escapadelas”/ Lar São Jerónimo

Canela e Café numa das suas “escapadelas”/ Lar São Jerónimo

A primeira aventura foi mudar as cabras de sítio – já se sabe que são muito teimosas-, algumas com cordas, outras aos ombros (por vezes pareciam imagens de presépios) e não deram muitos problemas. A verdadeira aventura foi com os novos inquilinos, primeiro para encontrá-los, pois, ainda que sejam bem grandes não é fácil visualizá-los à noite, entre construções, arvores, erva alta e pouca iluminação. Uma vez encontradas fazer que avancem… também não foi difícil mas para onde! Viu-se logo que as vacas e as portas não combinam, especialmente se a portas forem estreitas. Lanternas, paus, não serviram para nada. Tivemos que desistir, riram-se de nós tudo quanto quiseram.

A primeira tarefa seria fechar bem a cerca e formar alguém devidamente na arte de criar gado bovino. Isso começou logo na segunda-feira. Bebida e comida não eram preocupação com bom terreno, erva pelos joelhos, e três lagoas.

Lua e Cometa, fora do recinto, o dia depois de chegar / Lar São Jerónimo

Lua e Cometa, fora do recinto, o dia depois de chegar / Lar São Jerónimo

Mês e meio depois, no dia 27 de maio, procuramos vitelas de leite, as primeiras eram para carne, mais vacas que vitelas. As leiteiras eram mesmo vitelinhas, ainda não fizeram um ano , que farão no próximo mês de Julho. Duas fêmeas bicolores, pretas com manchas brancas. Estas puderam ser carregadas no nosso carro, ataram-se bem as patas e ao próprio “pick-up” – como chamam aos carros com a bagageira descoberta  – para evitar que se pudessem levantar, no percurso entre o Lar e a quinta da proveniência .

Cometa e Lua com os pássaros que costumam acompanhar as vacas   / Lar São Jerónimo

Cometa e Lua com os pássaros que costumam acompanhar as vacas / Lar São Jerónimo

Também estas tiveram sua escapada na primeira noite, não tendo dado dado problemas ao regressar à cerca: já tínhamos mais experiencia, são mais dóceis e tinham as mais velhas á sua espera . O problema aqui é que as medidas de segurança “anti-fuga” estavam preparadas para as outras duas, que duplicavam em peso e tamanho. Assim, no dia seguinte tivemos que reduzir certos espaços e mesmo assim uma delas voltou no dia seguinte a andar por aí à solta. Por onde sairia agora? Não o soubemos mas no dia seguinte ouvia-se mugir ao pé da capela , quando começava a Missa, foi difícil perceber, mas entre fechar espaços e elas habituar-se à sua nova casa , lá conseguimos que se mantivessem na cerca.

As primeiras são macho e fêmea, Café e Canela, respetivamente, são os seus nomes, inspirados na sua cor de pelo; são de raça Brahma. As duas leiteiras são de uma raça holandesa ( que ainda não sabemos muito bem qual é) . Os nomes: Lua e Cometa.

Café e Canela “na Zona do banho” /Lar São Jerónimo

Café e Canela “na Zona do banho”/Lar São Jerónimo

A mais rebelde é a Canela, demorámos três manhãs, para que entrasse no corredor da “ducha“, essa foi mesmo uma aventura digna de ser gravada num vídeo. Menos mal que ninguém gravou! Café não deu tanta maçada, custou um pouco, mas, logo no primeiro dia e com umas quantas corridas, recebeu a primeira ducha de desparasitação , que se tem de repetir cada 15 dias.  Com um pequeno curral que fizemos em forma de funil, o trabalho é mais fácil, ainda que a Canela continue a ser muita … Canela. As pequenas Lua, sempre mais inquieta e aventureira, e Cometa, com voz mais quebrada e diria mesmo ( se os músicos não se escandalizaram… ) mais desafinada, não nos dão muitos problemas neste aspeto.

A família completa: Café, Canela, Lua e Cometa (da esquerda à direita)  / Lar São Jerónimo

A família completa: Café, Canela, Lua e Cometa (da esquerda à direita) / Lar São Jerónimo

O resto do gado segue o seu curso. Agora estamos a preparar uma zona fechada paras as cabras, que estão a destroçar todas as plantas que estão ao seu alcance e, com as primeiras plantações nas hortas, não podemos deixar estas ”devoradoras” à solta.
Temos como objetivo aumentar o gado bovino, ainda que, pouco a pouco, de acordo com o seu ritmo próprio e vendo como evolucionam. Não comentamos, ainda, nem neste artigo, nem no anterior nada sobre os “melhores amigos do homem” que é uma maneira de denominar os cães. Reduziu-se consideravelmente o seu número, e não apenas na nossa casa, é uma questão bastante (por não dizer muito) estendida na zona, outra doença que está a dizimar a população animal, neste caso, a canina.

Foto de arquivo, antes da população canina ter sido dizimada.  / P. José Antonio, crs

Foto de arquivo, antes da população canina ter sido dizimada. / P. José Antonio, crs

Notícia de última hora! Já tivemos as primeiras jornadas de pesca em larga escala no nosso viveiro de peixe. Ainda que tivessem pescado poucos peixes-gato, que são maiores, houve uma pesca abundante de peixes “macacana”, mais de cem e cozinharam-se em molho de tomate (tal como se costuma fazer na maioria dos casos nesta casa) que, acompanhados de  arroz, foi mesmo um bom jantar. Nas imagens colocamos 4 momentos das primeiras técnicas de pesca. As técnicas mais sofisticadas que levaram à “pesca abundante” ficam em segredo, pelo que não podemos oferecer imagens .

Quatro momentos das primeiras técnicas de pesca. /  Lar São Jerónimo

Quatro momentos das primeiras técnicas de pesca. / Lar São Jerónimo

ISTO É A PESTE!

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Agora vejo o sentido literal, ainda que em pequena escala, dessa frase que tantas vezes ouvi e usei, “ isto é a peste!”, uma expressão utilizada para se referenciar um mal que se estende rapidamente, em muitos casos usada para essas “ervas daninhas “, que aparecem por todos os lados e que não se sabe como eliminar. Algo parecido aconteceu-nos com os porcos. E não falamos de “peste” no sentido de cheiro desagradável.
Frangos: foi a primeira espécie  que criamos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Frangos: foi a primeira espécie que criamos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Desde há cerca de ano e meio que estamos a criar porcos, também temos frangos de criação, algum que outro coelho, três coelhinhos da Índia, que aqui se chamam “periquitos”, quer dizer quatro, já que temos um recém nascido, e por volta do dia 20 de Fevereiro, começamos a criar quatro patos, que dividem o seu território  com uns peixes que – dizem… -caem do céu com a chuva , e até parece verdade, pois apareceram num tanque que por vezes é utilizado  como piscina nos dias de forte  chuva.

Peixes "caídos do céu"  ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Peixes “caídos do céu” ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Até o dia 5 de fevereiro a criação de porcos estava a correr muito bem , emborase vissemalguns porcos mais magros, mas pensávamosque a comida  era talvez mais escassa , já que o número e o tamanhodos porcos aumentavam , ou até, que a ração que lhe dávamos  não tivesse suficientesquantidades de “ elementos de engorda”. Depois de uma noite de fortes chuvas, apareceram alguns mortos e rapidamente soaram os alarmes. É verdade que algunsiam aparecendo mortos, mas eram sempre pequeninos, e não sei se terão chegado a meia dúzia.

Cabras e dois tipos de coelhos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Cabras e dois tipos de coelhos ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Chamamos, então, à responsável da agricultura e pecuária, que nos tinha apoiado antes de ser nomeada para essa função. Depois vieram os veterinários para perceber o que se estava a passar e tomar as medidas adequadas. Recolheram amostras de diversos órgãos de dois dos porcos mortos e sangue de alguns dos vivos, não nos querem desiludir e dão-nos a esperança de que não seja a temida “peste porcina africana” a “peste suína” . Têm de enviar as amostraspara Maputo, capital do País, e dão-nos a resposta em 24 ou 48 horas .

Porcos: As promessas ... e os sobreviventes ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Porcos: As promessas … e os sobreviventes ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

 No dia seguinte, pela manhã, voltaram os dois veterinários para comprovar a  situação e perguntaram quantos porcos tinham morto, doze! foi a resposta. Face a esta resposta já não foi preciso esperar pelos resultados, confirmando-se o que se esperava: isto é a peste! Já estão todos afectados ainda que não se mostre claramente: vê-se que estão muito parados, com pequenas manchas vermelhas, parecem sinais, em todo o corpo… Tem de fazer-se o que se chama um “abate sanitário”, quer dizer que há que eliminá-los para evitar que a doença se estenda. Que fazer com os quase 60 porcos que ainda estão vivos? Deixarque a natureza siga o seu curso relativamente aos que estão pior, e matar todos os outros, para aproveitar, se ainda pudermos, a carne e intentar recuperar algo das despesas e do trabalho despendido. Pusemo-nos em contacto com o Matadouro Municipal, que está próximo, para ver se eles podem sacrificar os melhores, mas não podia ser porque tinham muito trabalho, ter-se-ia que esperar até ao dia seguinte. Os veterinários advertiram-nos que  se estivéssemos à espera, poderíamos ter desacrificar todos os porcos,  e ofereceram-nos a possibilidade de pedir ao Departamento Provincial de pecuária, autorização para poder matar os porcos no próprio centro, oferecendo-se para controlar o sacrifíciomassivo. Assim fomos autorizados, a matar e limpar 26 porcos, numa tarde; pedimos ajuda, e vieram algumas pessoas ajudar, mais de uma dúzia, incluídos alguns rapazes mais velhos do Lar que colaboraram nestas tarefas um magarefe, e o resto encarregados de limpar, agarrar, abrir…

Porcos mamando, eram tempos de vacas( porcas) gordas ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Porcos mamando, eram tempos de vacas( porcas) gordas ( Fotografia: Lar São
Jerónimo)

Durante a supervisão ainda são sentenciados 5 porcos, entre eles o semental que tínhamos, o único “grande” (adulto) que estava em condições aparentemente saudáveis, e que foi o último a receber a faca , depois de agarrada por todos os presentes. .Pouco mais de 20 porcos, quase todos pequenos, acabaram essa noite no congelador, sendo as entranhas de todos eles eliminadas. Um número um pouco maior foi queimado e enterrado.

A matança supervisionada pelos veterinários – vista parcial -( Fotografia:
Lar São Jerónimo)

Como se esperava, nos dias seguintes foram morrendo aqueles que ficaram. Ainda que na vida sempres há milagre, custa ver; uma porca grande (muito magra) e uma cria continuam vivas e estão imunes, ainda que, como nos disseram os veterinários, que voltaram a passar dez dias mais tarde, estão igualmente infectados, só que não manifestam os sintomas, pelo que teremos de os sacrificar antes de criar mais.

Agora estamos com os dois sobreviventes, à espera de que apanhem um pouco mais de peso, e sabendo que, uma vez eliminados, depois de desinfectar bem a pocilga e toda a zona circundante, teremos de começar uma nova criação.

Patos na sua piscina ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

Patos na sua piscina ( Fotografia: Lar São Jerónimo)

De momento continuamos com os frangos, vamos aumentando os patos, e preparando o novo sector pecuário: cria de vacas, que podem ajudar muito na alimentação do lar, tanto em leite como em carne. Confiamos na ajuda de Deus, esperando que nos ajude nesta nova etapa frente à  qual se enfrenta a nossa quinta.

CHEGAM AS FÉRIAS!

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Depois de um longo ano escolar chegam por fim as férias. Aproveitamos este tempo para cumprir o compromisso que fizemos no artigo anterior, no sentido de informar sobre a organização das aulas.

O ano escolar do “Ensino Geral” começa na segunda quinzena de janeiro, ou nos primeiros dias de fevereiro e acaba a fins de outubro.

Vamos para as salas de aula / LSJ

Vamos para as salas de aula / LSJ

Divide-se em três trimestres, cada qual com um período de férias, normalmente depois do primeiro é uma semana, depois do segundo duassemanas, e com o final do terceiro, chegam as férias escolares, que duram dois e meioou três meses.

A numeração dos anos escolares é contínua, indo de 1 a 12, o que aqui se chama 1ªclasse indo até à 12ª Classe. A Primária encontra-se subdivididaem dois ciclos ou graus (o Primeiro vai do 1ªà 5ª ) e o Segundo abarca os anos 6º e 7º . Depois começa o Secundário que abarca os anos 8º a 10 e o Ensino Pré-universitário( EPU). Os alunos têm exames ao acabar os diferentes ciclos, que correspondem aos anos 5º, 7º, 10º e 12º. São exames que se realizam na própria escola ou colégio, mas uns dias depois de ter acabado as aulas, quer dizer, durante o mês de novembro. Se se tiver uma nota média elevada pode-se ficar dispensado. Não é fácil, mas todos os anos alguns de nós consegue.

Exame na 12ª classe / LSJ

Exame na 12ª classe / LSJ

Pode-se iniciar o primeiro ano escolar com a idade mínima de 6 anos, já cumpridos ou a cumprir antes de terminar o mês de junho. Em alguns colégios ou escolas oferecem a possibilidade de frequentar dois anos escolares em simultâneo, no pré-escolar, o que aqui se denomina de “pré-Escola, ou, familiarmente “Pre”.

Nova sala de aula provisória para acolher mais crianças/ LSJ

Nova sala de aula provisória para acolher mais crianças / LSJ

Quando se começa a estudar tarde (com uma idade mais avançada) pode frequentar a “Educação de adultos” ou Alfabetização. São três anos que equivalem ao primeiro grau da Primária. Vários de nós optamos por esta via, e na verdade, correu tudo bem.

Por outra parte estão os da Escola Industrial que têm o seu próprio ritmo e com os quais só coincidimos, apenas nas férias de fim de ano. Além do mais têm um mês de férias a meio do ano escolar .

Esperando a carrinha / LSJ

Esperando a carrinha/ LSJ

Relativamente ao número de alunos por aula… Embora o normal sejam 50, em alguns colégios, principalmente no secundário, chega-se – e em alguns casos ultrapassa – a centena de alunos, devido, como se pode imaginar, à quantidade de alunos e à escassez de centros educativos para suprir a procura. Para tirar o máximo rendimento das instalações, praticamente todos os centros educativos têm três turnos de 4 horas lectivas.

Voltamos da escola/ LSJ

Voltamos da escola / LSJ

Por vezes perguntam-nos pelas disciplinas, …. São, maioritariamente, as mesmas que existem em qualquer sistema educativo, com matérias que escolhe cada centro, como música, religião ou psicologia, no ensino pré universitário. Mas há também disciplinas especiais que não existem noutros  países, como agropecuária e o que chamamos “oficio”, que está relacionada com a colaboração na diferentes tarefas manuais na escola.

Há muito para contar, mas não queremos aborrecer. Claro que nos podem fazer perguntas e comentários através deste meio (a nossa web) e intentaremos responder. E agora cá vamos, recolher os resultados do trabalho de todo o ano. Esperamos que sejam bons!

Alunos do Pre-escola / LSJ

Alunos do Pre-escola/ LSJ

Vamos à escola

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Comentámos, em anteriores artigos, várias atividades que foram sendo realizadas no Centro, visitas de certa importância, jogos…. Agora vamos falar daquilo que fazemos fora do “Lar”, ou seja, das aulas.

Saindo com a mochila às costas

È verdade que alguns de nós tivemos formação, no ano passado, nas instalações do Centro, uns em Alfabetização (atualmente já todos conseguimos passar ao “Ensino Geral”) e que outros fizeram um curso de tipo profissional no nosso, já famoso, Centro de Formação Profissional Emiliani, mas agora vamos todos estudar fora.

Atualmente, estamos divididos em quatro centros educativos: três, dentro do chamado “Ensino Geral” e o quarto, situado no centro da cidade da Beira, com uma vocação mais específica de integração no mundo laboral, – é a chamada Escola Industrial e Comercial – que oferece, para além das matérias “comuns” ou semelhantes ao Ensino Geral, outras matérias específicas de cada profissão de acordo com as opções de cada aluno, sendo o número de horas lectivas um pouco superior. De momento as especialidades escolhidas por alguns dos nossos companheiros são “eletricidade” e “automoção”, ou seja, “mecânica de automóveis”.

Los de la Escuela Industrial

Os da Escola Industrial

Se algumas crianças que estão cá desde mais tempo são os que estudam mais longe (falamos da Escola Industrial), todos os dias tem de apanhar a sua “chapa” (que é como aqui se chama os autocarros (ou “carrinhas”) de 15 lugares para transportes públicos), os últimos a chegar ao Centro são aos que estudam mais perto, na nossa vizinha Escola Primária do Matadouro: não se assustem, não matam ninguém, o seu nome deve-se, tal como no caso da nossa rua (que é apenas um caminho de terra), ao nome da zona, que por sua vez o recebeu do Matadouro Municipal. Para chegar a ele temos de passar por diante da escola, que não dista mais do que 200 metros da nossa casa.

Matadouro

De casa à Escola Primária de “Matadouro” é um passo

Um pouco mais longe está o que nós conhecemos como “Colégio”, porquanto é o nome que tem escrito no muro de entrada, na zona chamada “Chamba”. Aí, alguns de nós vão pela manhã (Primária) e outros pela tarde (Secundária), pois, como todos ou quase todos os Centros educativos, têm vários turnos -geralmente costumam ser três-, assim se rentabilizam as instalações, pudendo oferecer uma formação académica às inúmeras crianças, adolescentes e jovens que se encontram por estas terras.

Nos vamos al Colégio (de Chamba)

Vamos para o Colégio (de Chamba)

Completamos a lista com a Escola João XXIII, onde também há alguns alunos que vão pela manhã e outros pela tarde, ainda que aí seja ao contrário: quem vai pela manhã são os de Secundária. Como está um pouco mais longe, temos de usar os meios motorizados: um microbus de transporte escolar que nos leva e traz todos os dias; ao meio dia, mesmo depois de almoçar, leva os mais pequenos e deixa os mais velhos, é a hora de escutar gritar “carrinha, carrinha!”, e assim ninguém fique despistado.

Os educadores também estão a estudar, frequentando a  Universidade para completar a sua formação, uns pela manhã e outros pela tarde.

Os que frequentam o “Ensino Geral”, começaram há bem pouco tempo o último trimestre, por estes dias devem sair as notas, e veremos o resultado do nosso esforço – ainda que há sempre alguns com mais sorte (ou mais capacidades) que outros. Agora, temos de nos preparar para um último esforço e poder ter uma boa colheita no fim do curso.

No próximo artigo falaremos da organização do curso: aulas, exames, cadeiras, atividades, distribuição de cursos, avaliações, férias… e de tudo o mais que nos lembremos!

AS TRÊS VISITAS

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Em anteriores ocasiões falamos de visitas ao nosso Centro, algumas “oficiais”, de personalidades com responsabilidades em várias áreas: política, educação, finanças… Desta vez, falaremos de três visitas: uma simbólica, outra espiritual e, por último, uma visita física.Boas vindas à Semana Santa (Fotografia: Lar de São Jerónimo)
A visita simbólica foi a da cegonha. Desde há alguns meses que temos habitantes “suínos” na nossa obra, no âmbito agropecuário; um sector que pouco a pouco se vai ampliando. No dia 6 de março, tivemos o primeiro nascimento: a cegonha dos animais A mãe com os seus bebês (Fotografia: Lar de São Jerónimo) trouxe-nos 7 leitões (seis deles “manchados” e um com uma pata preta e o corpo inteiro da mesma cor). Já receberam a sua primeira vacina e, com pouco mais de um mês de idade, todos eles se encontram de boa saúde. Queremos ampliar este sector (pecuário), o que seria de grande ajuda para melhorar a alimentação (principalmente a nível protéico) e para fazer avançar o objectivo, ainda um pouco distante, do autofinanciamento.Os que vão ser baptizados precedidos das dançarinas (Fotografia: Lar de São Jerónimo)

A visita espiritual foi a do Espírito Santo. Dez crianças foram batizadas no Centro durante a Vigília Pascal, As nossas crianças com a vela do Baptismo (Fotografia: Lar de São Jerónimo)durante a noite – que não foi nada fresca – recebendo a “água e o Espírito Santo.” Começamos as comemorações da Semana Santa no Domingo de Ramos com palmas nas mãos e nas paredes, nas portas e nas janelas da capela, como se pode ver em alguma das fotografias. Domingo de Ramos na capela (Fotografia: Lar de São Jerónimo)Foi uma celebração festiva na qual os mais miúdos aproveitaram o tempo da missa para trançar as suas palmas. Momento do Baptismo (Fotografia: Lar de São Jerónimo)È interessante verificar a quantidade de objetos e de aplicações que lhes são dadas aos ramos da palmeira (servem para cestas, telhados… e até, removendo as folhas, como pau para misturar a comida quando feita em potes grandes (e às vezes em tambores).Chegada do bispo (Fotografia: Lar de São Jerónimo)
A visita física foi a do novo bispo, D. João Carlos Nunes Hatoa, que nasceu na Beira, no mítico ano 68, mas que, desde há anos, reside no Maputo. A visita foi organizada mais para aqueles que vivem e estudam aqui do que para aqueles que vêm rezar aos domingos ou vêm ao sábado à catequese. Chegou pouco antes das nove e foi recebido pelos dois “padres” que estamos agora aqui. Sem muita parafernália dirigiu-se à sacristia para iniciar a Missa:Miúdos... e crescidos na Missa (Fotografia: Lar de São Jerónimo) bailarinas, cantos acompanhados por tambores, maracas (aqui na língua local os chamam “gojos”) e até um órgão conferiam, se possível, um carácter mais vistoso e alegre à celebração. No ofertório destacou-se a cadeira preparada por alunos do Centro de Formação Profissional (a estrutura foi feita pelos alunos de soldadura (serralharia civil), que também lhe ofereceram um balde feito por eles; os braços e os assentos foram feitos pelos alunos da carpintaria e pelas alunas de costura), Recebendo as ofertas (Fotografia: Lar de São Jerónimo)ficando pendente uma pizza que seria preparada pelos alunos de culinária (cozinha) para a parte da tarde. Depois, distribuiu-se a cada sector uma tarefa: o coro foi formado pelos alunos da Formação Profissional (principalmente mulheres), as bailarinas, por meninas e jovens da Comunidade cristã, as leituras e oração dos fiéis pelos do Lar e pelos seminaristas, os acólitos pelos que habitualmente estão presentes aos domingo, ofertório… todos aqueles que  quiseram. Os miúdos também plantaram a sua acácia (Fotografia: Lar de São Jerónimo)Em seguida, procedeu à bênção de todas as instalações, com a plantação de uma árvore (uma acácia), seguindo a tradição de visitas anteriores, que abriu a visita propriamente dita de todo o Centro, É importante que a água não falte (Fotografia: Lar de São Jerónimo)durante a qual não parou de fazer sugestões e perguntas. Terminou-se o encontro com uma comida, com todos os da casa, como sempre, todos juntos no refeitório, onde fomos acompanhados dos convidados de honra, os outros convidados (alunos, acólitos…), como não tínhamos mais espaço, almoçaram no pátio e aulas da escola. O bispo ficou encantado e admirado com o trabalho que estamos a levar a cabo e agradeceu o trabalho feito.Abençoando todo o Centro (Fotografia: Lar de São Jerónimo) Agradecimentos que tornamos extensivo a todas que estão a fazer (fazeis) possível com a sua (vossa) ajuda que o Centro seja uma realidade em crescimento.

De 2011 ao 2012

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De 2011 ao 2012

Faz já alguns meses que não colocamos novas notícias na web. Poder-se-ia pensar que já se tinha fechado esta pequena janela pela qual nos abrimos ao mundo virtual. Mas não. Continua aberta e temos muitas novidades que contar, pelo que possivelmente fique um tanto desajeitado e com muito por contar.

A primeira novidade é que está connosco desde há vários meses o P. Juan Manuel Monzón, um dos primeiros somascos que, em conjunto com P. Jesús V. Varela, começou o trabalho dos religiosos somascos em África, concretamente em Moçambique, na então chamada Missão de Stº António de Barada. Ainda é possível encontrar na web algo daqueles tempos em http:// www.somascos.org/mozambique/ .

P. Juan Manuel com pessoal do CFPE. Foto CFPE

Coincidindo com a sua chegada celebramos a nossa padroeira: Maria, Mãe dos Órfãos e o início do Ano Jubilar Somasco, com o lema “Quebraste as minhas correntes”, que recorda a liberação do nosso fundador, S. Jerónimo Emiliani, há 500 anos.

Alguns momentos da missa. Foto Lar São Jerónimo.

Alguns momentos da missa. Foto Lar São Jerónimo.

E, falando da obra, temos de tudo um pouco:

Do Centro de Formação Profissional: comentar que já está em funcionamento o terceiro grupo; com o ano terminou a parte escolar,e dentro de poucas semanas começa a parte prática nas empresas da zona.

No fim da féria de auto-emprego. Foto CFPE.

No fim da féria de auto-emprego. Foto CFPE.

No dia 19 de novembro, dois meses depois de ter participado na feira para fomentar o autoemprego, celebrou-se a conclusão do curso do segundo grupo, do qual falamos no mês de julho, com os tradicionais discursos, atividades lúdicas (desta vez, os alunos prepararam um pequeno teatro no qual imitavam alguns docentes e a equipa diretiva do Centro, entre os quais não podia faltar o director, P. Pedro), entrega de diplomas…

Práticas no CFPE. Foto Lar São Jerónimo.

Práticas no CFPE. Foto Lar São Jerónimo.

E agora já está preparado o quarto grupo, que será o primeiro do nosso segundo ano de formação profissional. As aulas iniciarão no princípio do mês de Fevereiro com alguns cursos novos.

Graduação e aulas dos cursos de culinária. Foto Lar São Jerónimo.

Graduação e aulas dos cursos de culinária. Foto Lar São Jerónimo.

Do Centro Diurno: foi uma experiência muito positiva, e estamos a organizar mais atividades no próximo ano lectivo. Agora estamos a preparar uma sala que servirá de refeitório e deixar a sala polivalente, que também era utilizada aos domingos e “festas de guarda” (como se costumava dizer) para a Missa.

No Lar, também nas férias, tivemos visitas, entre outros de um grupo de estudantes e professores da Faculdade de Assistentes Sociais da Universidade Católica de Moçambique (UCM).

Xogos na visita dos alunos da UCM. Foto Lar São Jerónimo.

Xogos na visita dos alunos da UCM. Foto Lar São Jerónimo.

Já no presente ano tivemos algumas novas incorporações de crianças, esperando-se receber mais; e também já houve algumas reintegrações familiares.

Nestes dias estamos a começar o ano lectivo, no dia 16 de Janeiro começaram os primeiros, outros na segunda-feira seguinte,outros… ainda mais à frente.

Há gente que nos pergunta: como se vive o Natal em Moçambique?

Geralmente com muito calor.

Para os que gostam de geografia, nem faz falta dizer que Moçambique está no hemisfério Sul e que, por isso, o clima, além de ser tropical (Beira está ao norte do Trópico de Capricórnio e a capital, Maputo, ao sul desse paralelo), é justamente o oposto ao Norte, assim podemos dizer que o Natal é celebradoem pleno Verão, coincidindo com as férias escolares, que este ano terminaram oficialmente para a Educação Geral no dia 15 de Janeiro.

O nosso presépio na capela. Foto Lar São Jerónimo.

O nosso presépio na capela. Foto Lar São Jerónimo.

È costume na Missa de Natal realizar diversas celebrações especiais, entre elas o batismo de crianças e, por vezes, casamentos. Ainda que não esteja considerada uma festa religiosa neste país, é um dia festivo, é o “Dia da família”, e assim juntam-se motivos para a reunião das famílias.

Aqui também tivemos batismos, nove: alguns de bebés e outros de crianças pequenas. Um mês antes, no dia 20 de Novembro, com o final do ano lectivo, batizou-se um grande grupo de adolescentes e jovens. Para os adultos a celebração batismal foi na Vigília Pascal.

Organizando o almoço. Foto "Projeto Caridade"

Organizando o almoço. Foto "Projeto Caridade"

Também este ano, organizado pela Polícia de Menores, tivemos a festa do dia 28 de Dezembro no nosso centro, respeitando o compromisso que fizemos no ano passado de institucionalizar esta festa nesta data, aquela que é para os Religiosos Somascos o dia Mundial da Defesa da Infância Maltratada. O salão foi enfeitado para tal evento. Concursos, atividades, bailes, atuações organizadas pelo grupo “Projeto Caridade”, da paróquia de Macuti, que nos tem visitado e organizado atividades com as crianças em diversas ocasiões. O dia ficou completo com a apresentação e discursos de autoridades, presentes e comida.

Dançando na festa do 28 de dezembro. Foto "Projeto Caridade"

Dançando na festa do 28 de dezembro. Foto "Projeto Caridade"

Com a mente no novo ano lectivo e novos projetos deixamos-vos desejando-vos o melhor para este ano 2012, agradecendo tantas colaborações e apoios que nos chegam e fazem possível que esta obra continue em frente.